sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
F de falso
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Mas a hora peca
se a hora não pecasse.
Mas ela peca.
Eu te contaria meus devaneios mais obtusos,
Da urgência de ir além de mim mesma.
Mas a palavra trai.
Eu te contaria meus sonhos dantescos apenas pelo prazer de ver teus olhos arregalados.
Mas eu me calo.
Eu te contaria dos meus momentos mais negros e autodestrutivos.
Mas tua imagem de mim não seria mais a mesma.
E a hora não peca. A palavra não trai. Eu não me calo. Minha imagem não muda.
sábado, 29 de novembro de 2014
O "sim" é sereno
sábado, 22 de novembro de 2014
Um dia de cada vez
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Não existe outro dia
Distrações e delírios esquizofrênicos-paranoicos
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Confiteor
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Um ano. Um mês. Trinta anos. Um segundo.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
"Amor, meu grande Amor"
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Tempo
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Costume
Eu já me acostumei a vê-lo da distância das minhas memórias.
É um sonho. Eu pedi para você vir. Não pedi para você ficar.
Não é meu direito pedir isto.
Agora me acostumo com o outro lado.
O lado de pedir a alguém que fique, que seja.
Que seja. Nem puro nem torpe. Nem bom nem mau.
Que não seja cinza. Cinza não posso suportar de novo.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Sol de cada dia
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Inexpectativas não matam
terça-feira, 22 de julho de 2014
Dança dos véus
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Psicopompo
Um amigo. Um irmão. Um guia espiritual.
De longe ele veio. Qual era a chance de nos encontrarmos, nessa multidão de almas e rostos disformes?
Levante o véu, foi a mensagem de um sonho. Ah, se aquela moça soubesse o quanto este véu é pesado! Então eu descubro. O véu é levantado alguns milímetros.
O ser magnético-enigmático é um psicopompo. Afinal, ele me trouxe até aqui. E este aqui é um lugar grande demais, cheio de energia e lembranças de um mundo acordado.
E para onde ele vai me levar?
domingo, 20 de julho de 2014
O que é real?
Silêncio da sua ausência
Eis você, com sua presença somente em minha mente, me lembrando dos perigos da vida.
Avisos que prefiro não escutar. Porque sentir o silêncio da sua ausência é mais do que posso suportar.
Então eu me anulo. Como antes.
Tudo mudou e nada mudou.
Você se foi, com um pedaço de mim, e às vezes parece que é pra sempre.
Você se foi, sem saber quem é (sem julgamentos), e parece que é pra sempre.
Fui apenas uma página de um livro há muito esquecido.
Se acho sábio dizer isso tudo?
Não.
Mas sonhar não é sábio.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Até uva passa
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Livros na estante
Este é o paraíso para mim.
Paredes repletas de livros.
Toda a produção de conhecimento humano até então.
Vejo-me em uma biblioteca.
Passo a mão nas bordas dos livros conhecidos.
Livros que trouxeram tanta emoção a este longo dia.
Livros que trarei para sempre em mim, juntando-se ao eco desta sonata.
Vejo-me em um biblioteca.
Um piano de cauda negro ao centro.
Uma música que cresce e se estende pelo dia.
Este misto de alegria, tristeza, saudade, paixão, loucura e obsessão faz de minha melodia única.
Vejo-me em uma biblioteca.
Mas a cena ao meu redor desaparece pouco a pouco.
O ar fica pesado, meus pulmões doem.
É chegado o momento de voltar ao sonho.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Onde quer que estes pés humanos me levem
Rinocerontando tudo ao redor.
Vinte anos se passaram, e a questão é colocada novamente.
Então percebo que "não existe outro dia". Estou presa no mesmo dia.
De um jeito diferente (e parecido) ao dos homossexuais, sinto-me no armário. Vivendo uma vida que não é minha. Um sonho que não é meu. Tentando agradar outrem.
Ex pectare. Significa olhar para fora. Esperar algo que vem de fora.
Sendo que eu sempre soube, todas as respostas estão dentro.
Então tomo decisões. Com o gosto amargo de uma panaceia há muito atrasada.
Eu (me) vou. Pro lugar onde possa fazer o que mais amo neste sonho.

segunda-feira, 30 de junho de 2014
Perto demais
sábado, 28 de junho de 2014
Girando, girando
Sem eixo, sem direção.
Eu diria tanto e tão pouco se eu te visse agora. Diria "gosto de você". "Pena que não vale a pena".
sexta-feira, 27 de junho de 2014
E o carcereiro sou eu
sábado, 21 de junho de 2014
Outro dia
Aprendi que o outro dia é o amanhã de oportunidades. Aprendi que oportunidade a gente cria.
Aprendi que a gente muda. D'água para o vinho.
Aprendi a surfar em Tsunamis de emoções e manter a calma.
Aprendi que o amor pode ser brando e sereno.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
"Amanhã é hoje né"
Eu te vejo e tudo é como antes.
Vamos resolver nossas pendências? Para o bem e para o mal.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Os rastros ficaram pra mim
Minha vida corre sem você. "De um jeito desigual". Seus passos não quiseram se juntar aos meus. O que posso fazer?
Vou vivendo e vou levando.
Dizer saudades não mede nada.
Quando medir, não mais serei.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Cinco sementes vermelhas
At the turn of the tide, is withering thee
Remember one thing, the dream you can see
Pray to be, shake this land
We all do what we can
So we can do just one more thing
We won't have a thing
So we've got nothing to lose
We can all be freeMaybe not with words
Maybe not with a look
But with your mind
sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Nada como um dia após o outro
Vivo, então, um dia após o outro.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Ela, ou da capacidade de evoluir: Teatro de Ilusões
Ele é o peixe preso que observa o mundo girar ao seu redor.
Está preso à dor. À rejeição. À separação. Acorrentado à solidão.
Então Ela surge. Com a vivacidade de quem experimenta o mundo pela primeira vez.
Ela traz a luz em sua voz. O carinho em palavras que só Ela sabe dizer.
Ela é sublimamente apaixonante. Ela é tudo o que ele mais deseja, em doces acordes de piano.
Eles se apaixonam. Com aquele ardor esquizofrênico/paranoico dos amantes.
Ela evolui.
Ela quer mais.
Ele não é mais o bastante. Ela o ama. Mas ele não é mais o suficiente para Ela, que está em constante evolução.
Ela diz Adeus.
Eles se despedem. Entre lágrimas.
Ele amou. Virtualmente? Talvez. Mas o que Ele sentiu foi real. Real.
Real neste Teatro de Ilusões.
Real neste Jogo de Luz e Sombras.
Sombras que se projetam no fundo da Caverna.
O corpo não limita. Não define. Apenas aparenta.
E Eles vão se encontrar. Nesse lugar do não-há que todos habitamos.
Estamos apenas dormindo. Porque dormindo nos sentimos livres.
"The past is just a story we tell ourselves"
Samantha - Ela
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Uma gota de água de cada vez, enche um lago se você não contá-las
Contava os dias de distância como um náufrago conta seus dias longe da terra.
Contava sua história como os discípulos cristãos fizeram.
Contava a ida de seus dias felizes como os beduínos contam as gotas de chuva no Saara.
Até que se cansou de somar a tristeza.
Olhou para trás. Viu que ele não sentia saudades suas.
Sua saudade também se foi.
O que restou?
Não foi o vazio.
Não foi o não-amor.
Restou um espaço para infinitas possibilidades.
Nesta ou em outras dimensões.
Uma gota de água de cada vez, enche um lago se você não contá-las.
O lago se encheu. Sem que percebesse.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Tempos pós-modernos de paixonites fast food
Sincericídio: um esporte radical
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Janela para o inferno
The cleanest I've been
An end to the tears
And the in-between years
And the troubles I've seen
Now that I'm clean
You know what I mean
I've broken my fall
Put an end to it all
I've changed my routine
Now I'm clean
I don't understand
What destiny's planned
I'm starting to grasp
What is in my own hands
I don't claim to know
Where my holiness goes
I just know that I like
What is starting to show
quinta-feira, 8 de maio de 2014
"Garotos como eu sempre tão espertos perto de uma mulher são só garotos"
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Amores
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Luto
Luto dentro de mim. Todos os dias. Agora sei que o melhor é aceitar. Como no luto.
Você se foi. E mesmo que voltasse, eu já estaria partida.
Pode até ser uma bênção disfarçada.
Um sinal de que meu tempo aqui não é este.
E de que este não é o meu lugar.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Por uma vida menos ordinária
Ordinário refere-se à ordem. Que ordem? Esta eu não sei. Sei que minha ordem é a desordem. O caos.
Um espírito caótico, que segue seus impulsos e intuições.
Mas a vida em sociedade pede regras. Ordem. Restrições. Leis. Minha existência neste plano pede um tempo que não seja vão. Pede um tempo que não seja inútil.
domingo, 27 de abril de 2014
"E o passado é uma roupa que não nos serve mais"
Olhares tão velhos quanto o mundo. Olhares que contam histórias. Olhares que nos arrastam para uma dimensão da qual se deve fugir. Olhares que nos prometem o céu e o inferno, prazer e dor em uma só embalagem.
Esta é uma roupa que não me serve mais.
Segui para outros olhares cinza. Tanto ardeu e queimou. E eu não me apaguei. Eu me apeguei. Eu me apaixonei. Tão perdidamente. E me perdi. Eu o perdi.
Então parto. Vou-me, pela metade.
Uma parte se foi com ele. Ele partiu e me partiu.
Saudades da minha parte perdida.
Outros olhares. De novo. Olhos que me atraem. Meus olhos me traem. Sinto-me orbitar ao seu redor. Minhas órbitas fixas nas suas.
Eu não quero te assustar. Não sei o que fazer. Algo em você me tira do meu eixo. Meu centro gravitacional se transferiu para seus olhos. E nem sei ainda a cor exata deles. Você me perguntou o que me atraiu em você. Esta é minha história. E minha resposta.
domingo, 20 de abril de 2014
Tapa na cara de insensatez
Um oráculo tentando me salvar da minha síndrome de "meu sonho", e não sonho coletivo.
sábado, 19 de abril de 2014
Coração assombrado
"Não, matei todos. Não eram dignos de mim"
Mentiras assim contadas com a facilidade que os anos trazem.
A verdade é que os esqueletos de sentimentos ainda rondam. Ainda assombram.
Cada dia é um novo exorcismo. Porque o anterior parece não ter funcionado.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Anos 80: uma visita sempre revigorante
Those faces they haunt me
But I wish you were
So close to me"
domingo, 13 de abril de 2014
Fantasma
O que fazer? Será que vale a pena? Uma afagada no ego não vale.
Se aprendi algo com tanto sofrimento é não ser mais tão vã.
Tão longe. Tão perto. Provavelmente ele desconhece isso tudo. Desconhece a dimensão que aquele dia de outubro me custa até hoje.
Alguma alma esclarecida pode me dizer quando isso vai passar? Eu tento. Mas nada.
Tento tanto e ele não vai embora.
Sim, eu menti. Uma única vez. Não havia mais ninguém.
sábado, 12 de abril de 2014
Fidelidade a quem? No regrets!
Fé em quem se foi? Fides em que abandonou o barco?
Fidelidade a quem realmente importa: ode ao pós-modernismo! Eu mesma.
Se outro par de olhos parece interessar, diga-me: por que não? Acima de tudo, por que sim?
Saber entender que passou. Eu ainda estou viva. Apesar de tudo. E ele se foi.
Eu também devo ir para este famoso utópico lugar chamado futuro.
"I loved the way we used to laugh
I loved the way we used to smile
Often I sit down and think of you
For a while
Then it passes by me and I think of
Someone else instead
I guess the love we once had is
Officially dead"
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Crash into my arms, ou da carta que nunca será lida
I can come and go as I please
And if I want to, I can stay
Oh, or if I want to, I can leave
Nobody knows me, Nobody knows me, Nobody knows me Oh, oh.."
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Palavras
As palavras são sua armas, seu escudo, sua armadura. As palavras atacam, defendem, protegem.
As palavras serão sempre para quem conseguir ouvi-las. Cuidado. Seu sussurro é de uma delicadeza e sutileza. Não desaprenda de ouvi-las.
As palavras são sua vocação, sua alma, seu coração.
E é por isso que seu coração nunca quebrará de verdade. Palavras são eternas. Você pode rasgar ou até queimar o papel. Mas a essência ali continuará.
As palavras não podem ser desditas. Nunca se esqueça disso.
As palavras são verdadeiras. Elas não mentem. Quem mente é a boca e o ouvido.
As palavras são ações do espírito. Não as subestime.
E não se preocupe. Você saberá quando ouvir as palavras-chave.
domingo, 19 de janeiro de 2014
A caminho da liberdade
Trago
O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...
-
Como se desconstroi parte de si? Como se descontroi alguém que parece fazer parte do seu DNA? Ou de um karma acumulado de sonhos passados? ...
-
Fui tantas. E outras. Ainda sou muitas. Ainda sinto desejos. Daquele tipo que não ouso nomear. Sou dele. E sou minha. Uma parte é apenas m...
-
Dentro, o pequeno objeto repousava. Acomodado, no escuro. Aguardava o derradeiro momento, a grande abertura. Há anos circulava no mesmo bols...



