domingo, 13 de maio de 2018

À sua mercê

Nunca me senti tão vulnerável, a ponto de um sorriso ou uma palavra me levar ao ápice da felicidade ou da tristeza. 
A paixão é quase um país estrangeiro para mim, de costumes estranhos e, ao mesmo tempo, interessantes.
Como me entregar e continuar sendo eu mesma? Como não pensar nele o dia todo? E como abrir meu coração, se eu nem sei se ele sente o mesmo?
Eu o esperei por tanto tempo, e não sei lidar com essa explosão de sentimento dentro de mim. Já não tenho controle nem sobre meus pés, que o procuram a todo momento. Meus olhos têm vontade própria e se deliciam com seus sorrisos. Tudo que minhas mãos anseiam é tocar naquela pele que me completa. E a minha boca ferve quando encosta na dele. 
Ele domina meus pensamentos, coração, sonhos e corpo. Vulnerável, mas ele me protege com seu abraço.
E estou absolutamente e deliciosamente à sua mercê. 

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...