A Redenção é desses objetivos curiosos que almas sofridas buscam afoitamente. Sofridas e arrependidas. Redimir-se (ou remir-se) é procurar a salvação, é sanar e curar a própria consciência, que foi ferida durante o caminho tortuoso seguido até então.
É uma jornada interior pelo estéril campo dos arrependimentos, é encontrar abismos profundos e não temer cair na tentativa de se construir uma ponte. E, na queda, é abandonar-se por completo ao vazio da alma, sentir que se deu o máximo de si, desapegar-se da conhecida dor e do companheiro desespero. E na escuridão do profundo abismo é reconhecer-se como ser de luz.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Prévia: Redenção
O fardo de ser real, de ser carne, é curiosamente doce quando é escolhido, quando é temporário e não limitador. O fardo de ser comprimido a um corpo humano, mesmo sabendo que sua essência é tão maior do que qualquer ser vivo, ah, este sim é torturante!
A punição, provavelmente perfeita, para alguém como eu. Detesto que me conheçam tão bem assim. Contudo, sabendo que poderia me rebelar a esta decisão, de promover algo levemente semelhante a um golpe de Estado, e poderia abraçar a Criação que por direito conquistei, aceito minha sentença. O inferno existe na alma. É o sofrimento cíclico e vicioso, sem fim, de martírio por uma causa que nasceu perdida.
A causa é a minha redenção. O meu próprio perdão pelo que me tornei, o que fiz, e o que permiti que fizessem. Não existe salvação para minha alma. Mas não consigo abandonar a existência. Qualquer existência. Confesso: tenho medo do nada.
A punição, provavelmente perfeita, para alguém como eu. Detesto que me conheçam tão bem assim. Contudo, sabendo que poderia me rebelar a esta decisão, de promover algo levemente semelhante a um golpe de Estado, e poderia abraçar a Criação que por direito conquistei, aceito minha sentença. O inferno existe na alma. É o sofrimento cíclico e vicioso, sem fim, de martírio por uma causa que nasceu perdida.
A causa é a minha redenção. O meu próprio perdão pelo que me tornei, o que fiz, e o que permiti que fizessem. Não existe salvação para minha alma. Mas não consigo abandonar a existência. Qualquer existência. Confesso: tenho medo do nada.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Manual do bom ilusionista [2]
- Aparências: o bom ilusionista não se deixa levar por elas.
- O bom ilusionista veste a máscara de acordo com o ambiente.
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