sexta-feira, 17 de junho de 2011

Palavras minhas na boca de outrem!

Citarei a verdade onde a encontrar!


"Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro."
Caio Fernando Abreu

sábado, 11 de junho de 2011

Será que alguma vez...?

Será que alguma vez você teve a chance aos seus pés, gritante, e nada fez sobre isso? Nada fez porque simplesmente parecia desnecessário, adiável? Nada fez porque não era o momento, ou porque não parecia certo?
Eu pressenti, senti e, finalmente, vi. O que isto quer dizer? Apenas o óbvio?
Sei que todas as chances de me distrair com outras pessoas são meramente acaso. 
Eu mastigo. Sei que quem come de tudo está sempre mastigando. E não sente o gosto de nada. Ao menos uma noite sem mastigar. Uma noite apenas para apreciar a ressaca vindoura.

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...