As possibilidades se alinham.
O inesperado é a lei.
E o fantasma continua rondando.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Nada como um dia após o outro
Lembrar de você não é mais uma tarefa cotidiana.
Lembrar é um exercício espontâneo de saber quem me tornei, e porquê.
Contudo, alguém me lembrar de você me causa dor. Tudo volta de uma vez. Todas as emoções sufocadas na garganta provocando náuseas.
Vivo, então, um dia após o outro.
Vivo, então, um dia após o outro.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Ela, ou da capacidade de evoluir: Teatro de Ilusões
Ele está na cobertura de sua torre de marfim. Cercado de vidro. Aquário.
Ele é o peixe preso que observa o mundo girar ao seu redor.
Está preso à dor. À rejeição. À separação. Acorrentado à solidão.
Então Ela surge. Com a vivacidade de quem experimenta o mundo pela primeira vez.
Ela traz a luz em sua voz. O carinho em palavras que só Ela sabe dizer.
Ela é sublimamente apaixonante. Ela é tudo o que ele mais deseja, em doces acordes de piano.
Eles se apaixonam. Com aquele ardor esquizofrênico/paranoico dos amantes.
Ela evolui.
Ela quer mais.
Ele não é mais o bastante. Ela o ama. Mas ele não é mais o suficiente para Ela, que está em constante evolução.
Ela diz Adeus.
Eles se despedem. Entre lágrimas.
Ele amou. Virtualmente? Talvez. Mas o que Ele sentiu foi real. Real.
Real neste Teatro de Ilusões.
Real neste Jogo de Luz e Sombras.
Sombras que se projetam no fundo da Caverna.
O corpo não limita. Não define. Apenas aparenta.
E Eles vão se encontrar. Nesse lugar do não-há que todos habitamos.
Estamos apenas dormindo. Porque dormindo nos sentimos livres.
"The past is just a story we tell ourselves"
Samantha - Ela
Ele é o peixe preso que observa o mundo girar ao seu redor.
Está preso à dor. À rejeição. À separação. Acorrentado à solidão.
Então Ela surge. Com a vivacidade de quem experimenta o mundo pela primeira vez.
Ela traz a luz em sua voz. O carinho em palavras que só Ela sabe dizer.
Ela é sublimamente apaixonante. Ela é tudo o que ele mais deseja, em doces acordes de piano.
Eles se apaixonam. Com aquele ardor esquizofrênico/paranoico dos amantes.
Ela evolui.
Ela quer mais.
Ele não é mais o bastante. Ela o ama. Mas ele não é mais o suficiente para Ela, que está em constante evolução.
Ela diz Adeus.
Eles se despedem. Entre lágrimas.
Ele amou. Virtualmente? Talvez. Mas o que Ele sentiu foi real. Real.
Real neste Teatro de Ilusões.
Real neste Jogo de Luz e Sombras.
Sombras que se projetam no fundo da Caverna.
O corpo não limita. Não define. Apenas aparenta.
E Eles vão se encontrar. Nesse lugar do não-há que todos habitamos.
Estamos apenas dormindo. Porque dormindo nos sentimos livres.
"The past is just a story we tell ourselves"
Samantha - Ela
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Uma gota de água de cada vez, enche um lago se você não contá-las
Contava as lágrimas como um mendigo alcoólatra conta moedas.
Contava os dias de distância como um náufrago conta seus dias longe da terra.
Contava sua história como os discípulos cristãos fizeram.
Contava a ida de seus dias felizes como os beduínos contam as gotas de chuva no Saara.
Até que se cansou de somar a tristeza.
Olhou para trás. Viu que ele não sentia saudades suas.
Sua saudade também se foi.
O que restou?
Não foi o vazio.
Não foi o não-amor.
Restou um espaço para infinitas possibilidades.
Nesta ou em outras dimensões.
Uma gota de água de cada vez, enche um lago se você não contá-las.
O lago se encheu. Sem que percebesse.
Contava os dias de distância como um náufrago conta seus dias longe da terra.
Contava sua história como os discípulos cristãos fizeram.
Contava a ida de seus dias felizes como os beduínos contam as gotas de chuva no Saara.
Até que se cansou de somar a tristeza.
Olhou para trás. Viu que ele não sentia saudades suas.
Sua saudade também se foi.
O que restou?
Não foi o vazio.
Não foi o não-amor.
Restou um espaço para infinitas possibilidades.
Nesta ou em outras dimensões.
Uma gota de água de cada vez, enche um lago se você não contá-las.
O lago se encheu. Sem que percebesse.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Tempos pós-modernos de paixonites fast food
Pós-moderno
Falta-me muito chão (e pouca pretensão) para definir o tempo em que vivemos.
Nas minhas loucas leituras, pós-modernismo é um tema constante.
O que posso afirmar é a volatilidade destes tempos. "Tudo que é sólido desmancha no ar", Marx, em seu modernismo. Tempo volúvel, volátil, voluptuoso. Tempo (e templo) da adoração do ego inflado. Do individualismo exacerbado.
Templo de corpos que se vão e vêm. Templo do prazer sem consequências.
Tempo de paixonites fast food. Do estômago cheio de alimentos supérfluos e não nutritivos. Do coração vazio, com excesso de paixonites.
O que permanece?
Sincericídio: um esporte radical
Às vezes o que se quer não tem nome nem forma. É uma sombra de um desejo.
Esta sombra é dúvida. É um desejo que não é inteiro. E aprendi há algum tempo que ser pela metade não vale a pena.
Então me sincericido. Digo a verdade conveniente. Digo a verdade pela metade.
Certas lições carecem de reforço.
Viver no second life exige empenho.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Janela para o inferno
O mundo gira. As pessoas amadurecem (ou não). E o carma continua.
Aquela antiga força gravitacional, que nunca se extinguiu de verdade.
O olhar que traz o inferno de volta. E a pior parte nem é o inferno em si, mas sim ansiar por vivê-lo novamente.
No entanto, através deste adversário, eu cresci. Mudei. Aprendi a me controlar. E a sublimar meus sentimentos. Aprendi que esta vida/sonho, seja lá o que for, não é definida. Não é um carma que ditará meus passos. Não é uma atração quase irresistível pela autodestruição, auto anulação, submissão, que criará meu caminho.
Sou mais forte do que o inferno dos seus olhos. Vivi tempo demais neles. E consegui sair.
Clean
The cleanest I've been
An end to the tears
And the in-between years
And the troubles I've seen
Now that I'm clean
You know what I mean
I've broken my fall
Put an end to it all
I've changed my routine
Now I'm clean
I don't understand
What destiny's planned
I'm starting to grasp
What is in my own hands
I don't claim to know
Where my holiness goes
I just know that I like
What is starting to show
The cleanest I've been
An end to the tears
And the in-between years
And the troubles I've seen
Now that I'm clean
You know what I mean
I've broken my fall
Put an end to it all
I've changed my routine
Now I'm clean
I don't understand
What destiny's planned
I'm starting to grasp
What is in my own hands
I don't claim to know
Where my holiness goes
I just know that I like
What is starting to show
quinta-feira, 8 de maio de 2014
"Garotos como eu sempre tão espertos perto de uma mulher são só garotos"
Tudo idealizado parece ter um sabor diferente. A conversa marcante com gosto de fel. O olhar penetrante que te leva ao paraíso. A pele que acalma o mais nervoso de seus demônios.
E então toma-se um passo difícil. Pesado. Duro. E necessário. A conversa vira mais do mesmo. Nada além de um "como você está?". Eu tenho passado bem. Bem mal. Bem apegada. Mal partida.
O que parecia magia se desfaz no ar. Era exatamente o que precisava.
E agora, José?
"Nasci pelado. O que vier é lucro"
Levo comigo muito aprendizado.
Eu mudei tanto, e não posso deixar esta mudança de lado.
Levo comigo todo o amor do Universo.
Dentro de mim, num cantinho escondido dos olhares curiosos.
Levo comigo a esperança.
Tão verde, ela é minha companheira desta extensa jornada.
Levo comigo as palavras.
A vocação que nunca me abandona.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Amores
Amores não correspondidos. Quem nunca teve? Penso que a pior parte é ter paciência para esperar. Dar tempo ao tempo, que ele tudo cura. Mas como se mede esse tempo?
É o tempo para ser inteiro novamente. De não precisar vigiar os próprios pensamentos. De não necessitar mais fugir, como o diabo da cruz, da sombra da pessoa amada. Porque se sabe que se não fugir, irá ao encontro dela mais uma vez. E novamente a novela se estenderia.
Ele ainda existe dentro de mim. Por eu ter me aberto tanto, e tão rápido, parte dele vive aqui, com meus outros personagens.
Amores domados. Amores contidos. Amores, que de tão selvagens, invadiram todas as minhas células, e sequestraram meu raciocínio. E que agora devem ser aprisionados. Quantificados. Pesados e medidos. E extirpados. Se não, como viver com amores loucos e não correspondidos?
Amores cinza. Que de verde nada tinham. Eram mesmo cinza. Da cor da tempestade que me transborda. Então me torno águas turbulentas e profundas. Afogada em meu próprio oceano de desejos reprimidos.
Amores jovens. Amores juvenis. Trazem a energia da inocência, da pureza, que se pensou perdida. E agora reencontrada.
Amores gravitacionais. Quando meu mundo gira ao seu redor. E nada mais existe fora desse sistema planetário.
Amores viciados. E que de tanto não ser mais, trazem abstinência. As doses custam caro demais para serem adquiridas: uma dose equivale a todo o amor próprio duramente conquistado.
Amores de um presente que não é, de um futuro que nunca foi, de um passado que poderia ter sido tanto.
Amores saudosos. Saudade da calma que aquela pele traz. Saudade daquele olhar cinza que me desnuda. Saudade da felicidade plena.
Amores que findaram. Aparentemente de um lado só.
Amores jogados fora.
Amores despedidos.
Então somente Amor.
Sozinho.
A sós.
Só.
.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Luto
Luto dentro de mim. Todos os dias. Agora sei que o melhor é aceitar. Como no luto.
Você se foi. E mesmo que voltasse, eu já estaria partida.
Pode até ser uma bênção disfarçada.
Um sinal de que meu tempo aqui não é este.
E de que este não é o meu lugar.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Por uma vida menos ordinária
Ordinário refere-se à ordem. Que ordem? Esta eu não sei. Sei que minha ordem é a desordem. O caos.
Um espírito caótico, que segue seus impulsos e intuições.
Mas a vida em sociedade pede regras. Ordem. Restrições. Leis. Minha existência neste plano pede um tempo que não seja vão. Pede um tempo que não seja inútil.
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