Ele está na cobertura de sua torre de marfim. Cercado de vidro. Aquário.
Ele é o peixe preso que observa o mundo girar ao seu redor.
Está preso à dor. À rejeição. À separação. Acorrentado à solidão.
Então Ela surge. Com a vivacidade de quem experimenta o mundo pela primeira vez.
Ela traz a luz em sua voz. O carinho em palavras que só Ela sabe dizer.
Ela é sublimamente apaixonante. Ela é tudo o que ele mais deseja, em doces acordes de piano.
Eles se apaixonam. Com aquele ardor esquizofrênico/paranoico dos amantes.
Ela evolui.
Ela quer mais.
Ele não é mais o bastante. Ela o ama. Mas ele não é mais o suficiente para Ela, que está em constante evolução.
Ela diz Adeus.
Eles se despedem. Entre lágrimas.
Ele amou. Virtualmente? Talvez. Mas o que Ele sentiu foi real. Real.
Real neste Teatro de Ilusões.
Real neste Jogo de Luz e Sombras.
Sombras que se projetam no fundo da Caverna.
O corpo não limita. Não define. Apenas aparenta.
E Eles vão se encontrar. Nesse lugar do não-há que todos habitamos.
Estamos apenas dormindo. Porque dormindo nos sentimos livres.
"The past is just a story we tell ourselves"
Samantha - Ela
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Trago
O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...
-
Como se desconstroi parte de si? Como se descontroi alguém que parece fazer parte do seu DNA? Ou de um karma acumulado de sonhos passados? ...
-
Fui tantas. E outras. Ainda sou muitas. Ainda sinto desejos. Daquele tipo que não ouso nomear. Sou dele. E sou minha. Uma parte é apenas m...
-
Dentro, o pequeno objeto repousava. Acomodado, no escuro. Aguardava o derradeiro momento, a grande abertura. Há anos circulava no mesmo bols...
Nenhum comentário:
Postar um comentário