sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Novos tempos, novas perspectivas

Hoje um grande amigo me deu um conselho. Sem pedido. Sem desconfiança. Um conselho que nasceu de um posicionamento em comum.

Ele disse: Dá tempo ao tempo. Tudo o que é forçado é artificial, é temporário. Tudo o que nasce do tempo, de uma semente, de uma frase bem-intencionada, frutifica. Isto me lembrou meu antigo vício, minhas antigas tentativas. E além deles, meu real motivo. De tudo o que sempre fugi.

Sete anos atrás eu soube. E espero saber também agora. Isto não é pra mim.
Vital é saber o que não é. Para então, com muito esforço, saber o que é.

Se sinto falta dele? É claro, a única alma interessante que já encontrei por estes trópicos. A única acertadamente interessante. Mas não era o tempo nem o lugar.

Depois: era tempo, mas não o lugar. Um era a sucessão de outro. E o que preciso é de um recomeço. Sem laços.

Talvez um novo lugar. Novo ambiente. Novas perspectivas. Afinal, não é segredo nenhum, todos meus esforços acadêmicos/intelectuais encontram-se em apenas um lugar. E agora alguém. O gavião auspicioso me promete alguém. Fecho os olhos. Ebriamente otimista.

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...