segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Este seu olhar quando encontra o meu..."

Olhares fortuitos, encontros desencontrados. Vida que quase nunca foi por fora, e que tanto é por dentro. Personagens que não se vão. Apenas adormecem, num cantinho silencioso do coração. Foi o que era para ser, e nada além. Um espírito perto do meu. É o suficiente.

Outro, antes tão importante, fecha seus olhos, fecha sua alma. E eu não escuto mais nada.
Aos poucos se torna ficção. Como uma ideia sonhada.
Era tanta poesia. Tanta paixão encantada. Um doce sono. Suave far niente. Tudo tão intenso e descomedido. Como um mundo que anuncia seu fim em trinta segundos. Então a gente se vira. Vira e segue para outros lados.

Saudade é isso. Lembrar de sentimentos que já foram tão fortes. Tão robustos quanto Sansão. Mas cada um tem a sua fraqueza. Enquanto alguns sucumbem ao corte de cabelo, outros assumem a careca. E se tornam mais reais.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Acima das nuvens

Se levanta como uma pluma. Voa, além de qualquer pseudo preocupação humana. 
Por mais que sensações confusas tomem conta de seu coração. Você conhece seu direito mais sagrado. Voar acima dos dramas oníricos. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Insensato coração

Tantos anos de insensatez, e nunca nem mencionei a letra. Talvez antes não fosse a hora certa.
"Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade"
Fica tudo descontrolado. Tudo-ao-mesmo-tempo-agora é o que desejo. Sinto-me adolescêntica, como nunca me permiti estar.
Então respira. Inspira meu coração a voar cada vez mais alto. Expira minha desconfiança e paranoia. E cola minha pele na sua. Instintiva sapiência das peles que sabem se pertencer.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Represada

Constrói muros como o mais hábil dos pedreiros. Projeta uma represa, talentoso engenheiro. Represa as águas turbulentas. Espera que elas acalmem.
O trabalho é findo. A calmaria impera. Então surge uma pequena fissura. Não há conserto rápido o bastante. Não há luta forte o suficiente. E a barragem sucumbe. Enas águas invadem a região árida. Trazendo vida. Caos. Força. Juventude. O verde volta à vida e deixa o mundo opaco de lado.

domingo, 26 de maio de 2013

Quando o pior lugar para se visitar é logo ali

Nunca fui uma pessoa depressiva. Reclamona, chata, introspectiva às vezes. Mas nunca depressiva.
E hoje, ontem, anteontem... me deparo com uma enorme vontade de sair de mim mesma. Voltar só depois que a poeira baixar.
Sinto tão grande raiva. E tristeza.
Uma música, um gesto inocente de algum amigo. Qualquer coisa me faz lembrar.
Quando o que eu mais preciso é esquecer.

domingo, 31 de março de 2013

Here we go again...

There and Back again

Um bom título para as aventuras vividas. Nada, nunca, é perdido. E descobrir o que não se quer já é metade do caminho. Ou metade do planejamento do caminho.





Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...