sábado, 20 de janeiro de 2018

Desconstruindo o algoz

Como se desconstroi parte de si? Como se descontroi alguém que parece fazer parte do seu DNA? Ou de um karma acumulado de sonhos passados?
Não sei se é possível. Apenas sei que é possível viver e deixar viver. Continuar, pondo a mão sobre os olhos, como se nunca houvesse existido. 
E começar de novo. Assumir um outro eu, que já morava em algum lugar recôndito da alma. Deixar aquele outro navegando, perdido, sem bússola, pois eu a tomei. Há perguntas que são melhores não serem respondidas.

Mas onde fica a ausência do algoz? Em algum lugar a não presença permanece, e muitas noites é apenas a sua ausência que se faz presente.

São ecos de uma vida passada. Assim espero.


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