quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Tempos de inveja

Hoje pensei "em voz alta" sobre o assunto pela primeira vez. Com sinceridade.
Descobri o que me incomodava tanto na situação de uma amiga. E então me deparei com a minha inveja. O problema era/sou eu. Uma parte de mim quer o que ela terá. Uma parte de mim quer uma Tuchi segurando meus dedos com sua pequenina mão, alguém que olha com amor incondicional pelo simples fato de você existir.
Mas outra parte, realista, pensa nas dificuldades. Na minha caminhada que sempre me pareceu tão mais lenta do que de outras pessoas. Essa parte argumenta que ainda é cedo (ou tarde demais). Que outros planos têm preferência em sua realização. 
E me lembro da ternura daquela mãozinha confiante que pegou na minha, e aceitou que eu a conduzisse por alguns passos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Uma só batida

Se Deus inventou uma forma de estar mais apaixonada, ele escondeu de mim e do restante da humanidade. 
Uma só batida. É quando nossos corações batem juntos, em sintonia. Um dueto harmônico em que as vozes se mesclam perfeitamente. 
E o seu olhar cor de jaboticaba penetra em mim carregado de poesia. A sua pele cola na minha como super bonder. Não me solte, pois posso cair. 
Seu abraço é o meu lar, e nele quero estar para sempre.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Para Neruda

Para você, Neruda, se ninguém mais me ouvir. O seu poema da Dança eu guardei. Para o certo. Para o merecedor. Mas é cedo e tarde demais. 
O objetivo é um só, mas ele não entendeu. Ele não entendeu que o caminho até ele foi deveras longo, deveras esburacado. E que qualquer percalço pretérito apenas realça o valor que eu dou. Mas ele não entendeu, Neruda. Ele não entendeu que a alma sedenta de luz, sedenta do seu amor reage assim, deveras exagerada. Deveras apaixonada. 
Eu sei, Neruda. Nunca recitei seu poema para ele. Espero que o compasso esteja de acordo, com os nossos corações afinados. Para que ele possa ouvir dos meus lábios. 

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...