quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O toque será fatal

O toque será fatal quando te transferir para outra dimensão. 
O toque será letal quando teu corpo encontrar num outro uma extensão de si mesmo. 
O toque será mortal quando aqueles olhos te contarem histórias mais antigas do que o tempo. 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Quando até os demônios se calam

Quando a tua pele encontra a minha, ouço o silêncio. Não há pensamentos. E sinto uma paz meditativa.
Quando vejo um pedacinho do paraíso dentro dos teus olhos, entendo porque até os demônios se calam. Estão tão estarrecidos quanto eu. 
Existem ainda algumas batidas neste esburacado coração. E elas são mais aceleradas quando te vêem passar. 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Eu te deixarei as palavras

Apesar da nuvem que circunda minha mente, posso garantir que eu te deixarei as palavras, todas as que senti e nunca pronunciei.
Apesar da olhadela num presente/futuro alternativo, deixarei as palavras deitadas no teu ouvido, para que carregues parte de mim para onde for.
Apesar de hábitos antigos de uma vida que já não é, deixarei as palavras te contarem que meu coração anda cheio de ti, leve e transparente como bolha de sabão.

Eu te deixarei as palavras, porque minha boca já não é mais minha para pronunciá-las. 

Ela é tua.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

(re) Construção

Uma lembrança, mesmo que ruim, pode ser tudo o que resta de certo, de seguro no mar de emoções revoltas. Mas quem fala com a minha boca é o medo, esse que fica sussurrando inseguranças no meu ouvido. 
Não posso ser um Brilho eterno, Abelardo e Heloisa, de uma mente sem lembranças. Elas têm o seu papel, de criar uma história que um dia talvez seja contada.
O que posso fazer é deixá-las paradas, sem vida, sem imaginação do que poderia ter sido, de uma vida que não foi. 
Seguir, como faço, apesar do medo de me afogar de novo. E se você for junto, então posso respirar pelos seus pulmões, pela sua boca, ver pelos seus olhos escuros a sombra que o habita e que lhe dá profundidade.

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...