terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

(re) Construção

Uma lembrança, mesmo que ruim, pode ser tudo o que resta de certo, de seguro no mar de emoções revoltas. Mas quem fala com a minha boca é o medo, esse que fica sussurrando inseguranças no meu ouvido. 
Não posso ser um Brilho eterno, Abelardo e Heloisa, de uma mente sem lembranças. Elas têm o seu papel, de criar uma história que um dia talvez seja contada.
O que posso fazer é deixá-las paradas, sem vida, sem imaginação do que poderia ter sido, de uma vida que não foi. 
Seguir, como faço, apesar do medo de me afogar de novo. E se você for junto, então posso respirar pelos seus pulmões, pela sua boca, ver pelos seus olhos escuros a sombra que o habita e que lhe dá profundidade.

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