Era novembro quando te conheci. Assim, meio quieto, meio curioso, um sábio ressabiado de se abrir demais.
Era novembro quando comecei a te querer. Para mim era gritante a luz da sua alma, e eu não entendia como as outras pessoas não ficavam cegas ao te ver passar.
Era novembro quando não dormia direito, pensando se um dia ficaríamos juntos, porque eu não sabia que teu coração já olhava para o meu com ternura.
Era dezembro quando percebi que talvez, quem sabe, um dia, o dia chegaria.
Era janeiro e o dia chegou. A tua boca colou na minha, e eu nunca mais, desde então, me desgrudei de você. Chicletinho.
Eram e são todos os dias do ano que eu te quero, que eu te gosto, que eu te admiro, e que você me ilumina.