segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Este seu olhar quando encontra o meu..."

Olhares fortuitos, encontros desencontrados. Vida que quase nunca foi por fora, e que tanto é por dentro. Personagens que não se vão. Apenas adormecem, num cantinho silencioso do coração. Foi o que era para ser, e nada além. Um espírito perto do meu. É o suficiente.

Outro, antes tão importante, fecha seus olhos, fecha sua alma. E eu não escuto mais nada.
Aos poucos se torna ficção. Como uma ideia sonhada.
Era tanta poesia. Tanta paixão encantada. Um doce sono. Suave far niente. Tudo tão intenso e descomedido. Como um mundo que anuncia seu fim em trinta segundos. Então a gente se vira. Vira e segue para outros lados.

Saudade é isso. Lembrar de sentimentos que já foram tão fortes. Tão robustos quanto Sansão. Mas cada um tem a sua fraqueza. Enquanto alguns sucumbem ao corte de cabelo, outros assumem a careca. E se tornam mais reais.

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