sexta-feira, 27 de junho de 2014

E o carcereiro sou eu

Não posso reclamar. Estou aqui porque quero, pois só aqui posso realizar meus planos.
Que planos? Não sei ao certo. Ainda não me lembro bem. 
O que eu sempre soube voltou à tona, como os cadáveres sempre retornam à praia. 
Não vim para esta dimensão a fim de viver numa caixa de concreto, para respirar salário, boletos, Faustão, mensalidades, fofocas.
"O conhecimento é a mudança". E o reconhecimento?
Posso sonhar apenas para mim, enquanto fujo da prisão que construí, rica e confortavelmente, para meu espírito.



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