quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um ano. Um mês. Trinta anos. Um segundo.

Tempo. Como medi-lo? Com voltas que o planeta der ao redor do Sol?

Com lições aprendidas no sonho. Com quantas vezes seu coração se partiu e se recompôs. Com quantas pessoas fantásticas você pode fazer amizade.

Um ano. Tudo mudou. Sensações. Perspectivas. Think outside the box. Do mais profundo dos círculos do inferno, até o mais alto do céu. There and back again. E de volta ao planeta Terra. De volta com o espírito quase pueril.

Um mês. Centro de gravidade deslocado. Louco. Apaixonado. Um mês de euforia viciante. Parecia tanto tempo. E ainda assim, tão pouco. Cinza demais.

Trinta anos. É assim que medem minhas voltas ao redor do Sol, neste estado onírico-lúcido constante. Trinta anos, e ainda quase adolescente. E velha. Tão velha quanto o universo. Tão velha e cansada do mesmo, do tédio, das hipocrisias. Tão velha, e sedenta por aventuras que só a busca por si mesma pode me dar agora.

Um segundo. É o tempo que as certezas levam para se tornar dúvida. É o tempo que crenças podem se tornar pó. Só basta um segundo pra se apaixonar. Um segundo para ferir. Um segundo para partir. E um segundo para voltar para casa.

Estar em casa é encontrar o seu lugar.


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