terça-feira, 14 de outubro de 2014

Confiteor

Mea culpa
Mea culpa. Mea maxima culpa.
Sinto falta. Saudades. Como não? Quando a poeira baixa, acho que é natural.
Sinto culpa. Eu poderia ter sido melhor. Menos louca. Mais flexível. Mais empática.
Carrego esta e tantas outras culpas em fardos nas costas. Envergo-me com o peso dos meus próprios erros.
Nem deles consigo me desapegar.

Partir.
É o que me resta. Esta cidade me suga. Dei mais de mim do que eu poderia. E só agora percebo. 
Cheguei pelo motivo errado. E por muito tempo foi o que permaneceu.
Tantos erros, tantos aprendizados que não seriam possíveis em outro lugar. Não da maneira que foram.
Partir para outras aventuras. Outros sonhos. A partida é necessária para que haja um reencontro. E reencontrar-se é certo para aqueles que são amigos.

Recomeço.
Encontrar-me. Nesta vastidão de sensações, eu me perdi. Esqueci o que é essencial. Deixei-me guiar pela cobiça alheia, por sonhos que não eram meus.
Encontrar-me, na solidão da viagem. No vasto deserto desconhecido que é estar entre desconhecidos numa terra desconhecida.
Abrir-me para o novo. Para as oportunidades do caminho.




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