Vejo-me em uma biblioteca.
Este é o paraíso para mim.
Paredes repletas de livros.
Toda a produção de conhecimento humano até então.
Vejo-me em uma biblioteca.
Passo a mão nas bordas dos livros conhecidos.
Livros que trouxeram tanta emoção a este longo dia.
Livros que trarei para sempre em mim, juntando-se ao eco desta sonata.
Vejo-me em um biblioteca.
Um piano de cauda negro ao centro.
Uma música que cresce e se estende pelo dia.
Este misto de alegria, tristeza, saudade, paixão, loucura e obsessão faz de minha melodia única.
Vejo-me em uma biblioteca.
Mas a cena ao meu redor desaparece pouco a pouco.
O ar fica pesado, meus pulmões doem.
É chegado o momento de voltar ao sonho.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
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