Aqui do alto de minha mediocridade, meu fabuloso trono que evita os contatos diretos com o que se usa chamar de humanidade, observo e julgo os comportamentos humanos. Acostumei-me a pensar em mim mesma como um ser à parte da humanidade, melhor que suas torpezas, apenas para encontrá-las dentro de mim.
E tudo isso porque eu sempre me encontrei longe de casa, longe dos meus semelhantes, tão raros por estes lados do universo. Não porque eu seja especial, ou diferente. Sou sozinha. Na falta daquilo que me faz sentir em casa, do olhar cálido de quem te conhece há séculos.
E então penso sobre tudo aquilo que já observei, julguei e condenei. Lembro-me dos círculos viciosos. Ah, os círculos viciosos que tanto apreciamos! Nós, humanos, e infelizmente eu me vejo nessa fatídica família, somos ratos de laboratório, levando sempre o mesmo choque, passando pela mesma situação sem nada aprender.
Se queres a paz, prepara-te para a guerra, amigo! A guerra contra o choque elétrico, contra o laboratório, contra a própria essência de experimentação laboratorial!
Mas não se pode apenas dizer ao rato: "O choque de hoje é o mesmo de ontem, de hoje e de amanhã." Ao rato humano não interessa a natureza do choque, sua essência ou origem. Ao rato humano importa a experiência do choque, o quanto ele se sentiu vivo durante aquele breve momento sôfrego. Ao rato humano importa criar ilusórias diferenças entre um choque e outro, entre as motivações de uma experiência e outra. Ao rato humano interessa partilhar curiosas histórias de choques, sem que a partilha demonstre suas semelhanças. Ao rato humano se valida o pensamento de que sua RATITUDE é melhor e mais certeira do que a de outros ratos.
Prazer, meu nome é rato. E eu sou um ser humano.
E tudo isso porque eu sempre me encontrei longe de casa, longe dos meus semelhantes, tão raros por estes lados do universo. Não porque eu seja especial, ou diferente. Sou sozinha. Na falta daquilo que me faz sentir em casa, do olhar cálido de quem te conhece há séculos.
E então penso sobre tudo aquilo que já observei, julguei e condenei. Lembro-me dos círculos viciosos. Ah, os círculos viciosos que tanto apreciamos! Nós, humanos, e infelizmente eu me vejo nessa fatídica família, somos ratos de laboratório, levando sempre o mesmo choque, passando pela mesma situação sem nada aprender.
Se queres a paz, prepara-te para a guerra, amigo! A guerra contra o choque elétrico, contra o laboratório, contra a própria essência de experimentação laboratorial!
Mas não se pode apenas dizer ao rato: "O choque de hoje é o mesmo de ontem, de hoje e de amanhã." Ao rato humano não interessa a natureza do choque, sua essência ou origem. Ao rato humano importa a experiência do choque, o quanto ele se sentiu vivo durante aquele breve momento sôfrego. Ao rato humano importa criar ilusórias diferenças entre um choque e outro, entre as motivações de uma experiência e outra. Ao rato humano interessa partilhar curiosas histórias de choques, sem que a partilha demonstre suas semelhanças. Ao rato humano se valida o pensamento de que sua RATITUDE é melhor e mais certeira do que a de outros ratos.
Prazer, meu nome é rato. E eu sou um ser humano.
Só penso uma coisa: talvez a humanidade que tanto havia em mim tenha fugido com os outros ratos pelos esgotos da humanidade.
ResponderExcluirMe.
e é isso o que somos. alguns mais exteriorizados, outros não.
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