quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O espelho

Vi minha alma refletida noutrem. Meus defeitos mais saltitantes. E eu não gostei do que vi. A imagem é grotesca. Saber disso não alivia. Talvez até me sufoque. 
Contudo, é uma mudança. E mudar, meu caro blog narcisista, é o mais difícil. O hábito é o calcanhar de Aquiles da mutação. E como eu quero fugir dos meus hábitos, tão fortes em mim!
Caminhar pelo meio, sem estar presa às margens, como um rio que corre, flui naturalmente pelo caminho. Abandonar o "tudo ou nada". Estive no inferno e no paraíso, às vezes ao mesmo tempo, graças a esse comportamento. Ah, e por quanto tempo eu louvei os extremos! E os dramas! A vida como uma novela mexicana, com um final trágico, provavelmente com uma (ou mais) das personagens morta. Porque final bom de romance é aquele que termina em lágrimas, desespero e separação.
Espelho, espelho meu... não demore tanto para perceber o mesmo que eu!

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