Dentro de mim habitam vários monstros, vários personagens.
Mas um deles têm se sobressaído.
É um monstro de olhos verdes como esmeraldas, rosto de anjo, pele alva quase translúcida: uma bela e sedutora mulher, que canta divinamente, e atrai todos os olhares sobre si.
Seu nome é Chiara Rossi.
Tão linda, tão sozinha.
Ela consegue o homem (ou a mulher) que quiser. Usa a beleza e o charme como armas.
Ao mesmo tempo em que foge da paixão que mata, ela busca o amor que cura.
Intensa, ela não sabe ser pouco. O seu muito é tudo. All in.
Será que ela saberá reconhecer o amor quando chegar? O amor é calmo. O "sim" é sereno.
A paixão? Essa é adrenalina pura. Profunda, como mergulhar naqueles olhos castanhos, tão escuros quanto o abismo. "Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você", ela se lembra de Nietzsche. E ela anseia pelo olhar de abismo, um olhar tão jovem, e, ao mesmo tempo, tão antigo quanto ela.
Chiara respira profundamente. O amor está ali. E a paixão, acolá. E ela se encontra em uma encruzilhada.
Como monstro que é, ela não escolhe os caminhos dispostos à sua frente. Desbrava seu próprio caminho: amar a um, apaixonada por outro.
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