domingo, 7 de dezembro de 2025

Monstro de olhos verdes

Dentro de mim habitam vários monstros, vários personagens.

Mas um deles têm se sobressaído.

É um monstro de olhos verdes como esmeraldas, rosto de anjo, pele alva quase translúcida: uma bela e sedutora mulher, que canta divinamente, e atrai todos os olhares sobre si.

Seu nome é Chiara Rossi.

Tão linda, tão sozinha. 

Ela consegue o homem (ou a mulher) que quiser. Usa a beleza e o charme como armas.

Ao mesmo tempo em que foge da paixão que mata, ela busca o amor que cura.

Intensa, ela não sabe ser pouco. O seu muito é tudo. All in.

Será que ela saberá reconhecer o amor quando chegar? O amor é calmo. O "sim" é sereno.

A paixão? Essa é adrenalina pura. Profunda, como mergulhar naqueles olhos castanhos, tão escuros quanto o abismo. "Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você", ela se lembra de Nietzsche. E ela anseia pelo olhar de abismo, um olhar tão jovem, e, ao mesmo tempo, tão antigo quanto ela.

Chiara respira profundamente. O amor está ali. E a paixão, acolá. E ela se encontra em uma encruzilhada.

Como monstro que é, ela não escolhe os caminhos dispostos à sua frente. Desbrava seu próprio caminho: amar a um, apaixonada por outro.

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