Cercada pelos muros de minha própria solidão, auto-imposta como se fosse uma penitência por ter sonhado em ser humana. Cercada espio a vida lá fora acontecendo. E percebo, mesmo que seja apenas minha face pública/simpática, algumas almas me querem bem, importam-se comigo. Por mais que eu me esconda em meus livros, minhas letras tão fantásticas, certas pessoas me colocam à par da humanidade que existe dentro de mim. Ainda que eu a renegue o tempo todo. Ainda que eu queira ser melhor do que a simples carne. Ainda que deseje ser somente um espírito avançado.
Ah, tolas ambições!
Saber do que pareceria óbvio me deixa feliz.
O problema não é negação da humanidade, e sim quando a gente se perde tentando encontrar o que ainda resta de limpo nela. Eu acredito que ainda há coisas na matéria dignas de serem aprendidas, só não descobri o quê.
ResponderExcluirM, por que está sua descrição também é muito comum em mim.