Falo tanto do óbvio e do previsível, que à primeira vista eu poderia parecer uma grande especialista do que é a vida. Mas consigo me surpreender até mesmo pelas sensações que tenho.
Estou num momento de recuperação, tomando de volta o que sempre foi meu: auto-estima, esperança e a capacidade de sonhar com um mundo que existe dentro de mim.
Expulso, aos poucos, um certo charlatanismo que conviveu em mim pelos últimos quatro anos. Ergo a cabeça, estudo, porque o caminho é longo, e este se faz apenas ao caminhar.
E neste momento de quietude, relativa paz e segurança, me vejo novamente chamada pelo sabor do velho encantamento. Isso me transporta a um período pré charlatanismo e obsessão. Período não menos cínico, mas muito mais inocente, digamos. Inocente por
voltar a acreditar que o amor existe. A vida era colorida, e não monocromática como hoje. Esperança sempre tive, e é difícil para uma otimista incurável não tê-la.
voltar a acreditar que o amor existe. A vida era colorida, e não monocromática como hoje. Esperança sempre tive, e é difícil para uma otimista incurável não tê-la.
"That is my home of love; if I have ranged,
Like him that travels, I return again,
Just to the time, not with the time exchanged,
So that myself bring water for my stain."
Like him that travels, I return again,
Just to the time, not with the time exchanged,
So that myself bring water for my stain."
Shakespeare
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