É sentir falta de algo que nunca foi. Não na realidade. Era mais um ensaio. Uma grande vontade que foi posta na prática apenas na pele, e não no coração.
Essa nostalgia que me acomete de tempos em tempos, sem muita explicação. Sobretudo agora, ela não tem muito porquê existir.
É quando os dedos tremem só de pensar, e por isso penso em qualquer outra coisa para me distrair.
Se fosse mesmo real, a esta altura do campeonato, eu saberia.
Real é saber que o olhar que me cativa tem uma expressão só pra mim. Que é só a mim que ele toca, com uma suavidade que domina até minhas células.
Isso é real. Não é ilusão. Não é se agarrar a uma tábua, no meio do oceano congelante, enquanto o navio afunda ao som de violinos melancólicos.
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