De tempos em tempos você vem e me lê. Um pedacinho jogado ao vento, uma lasca da minha alma que deixei pelo caminho.
De tempos em tempos eu vejo um cantinho da sua, quando você me deixa, ou quando está absorto demais para se esconder de mim.
De tempos em tempos eu me pergunto o que você vê em mim.
Em todo o tempo eu agradeço por sentir a sua alma tocar a minha, por poder olhar nesses olhos magnéticos, por encontrar quem eu tanto procurei.
Há tempos eu quero dizer. Mas o tempo certo não chega. E nem sei se ele existe.
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