quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O bom guerreiro

O golpe final é um rito de passagem. E para um guerreiro merecedor, o golpe final deve ser dado com misericódia.
E para o guerreiro sem código, ou com o código de honra deturpado? O que faz um guerreiro honrado ao se deparar com um inimigo imoral? Deve ele baixar-se ao ponto do mau lutador? Ou deve erguer-se, como a águia, sobressair-se através da inteligência? A estratégia faz-se necessária.
O bom guerreiro deve, acima de tudo, lutar contra a injustiça. Ainda mais quando a injustiça foi realizada contra seu clã.
O bom guerreiro conhece o olhar do Adversário, porque eles se enfrentam há milhares de anos. O balanço de poder gera o equilíbrio de forças. Mas o Adversário é ardiloso, e coloca veneno na ponta de sua espada. O bom guerreiro pode perecer, contudo leva consigo seu Adversário, dando-lhe seu próprio veneno quando o Adversário se aproxima para vangloriar-se de sua pírrica vitória.

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