sábado, 13 de junho de 2009

Uma cena fugaz


Ele tem o olhar de curiosidade. Quer saber o que se passa naquela mente tão peculiar. Os olhares se cruzam, e eles se fitam por um demorado tempo. Haveria algum reconhecimento neste momento partilhado? Não há tempo para respostas, apenas para questões mudas no ar.
Ele põe a mão no bolso. Desvia os olhos para o telefone. Duas chamadas não atendidas. Maria. A namorada. A Outra desloca seu olhar do semblante dele e mira, vagamente, a tela da TV. Sua mente vagueava pela insolidez do feitiço quebrado.

Um comentário:

Trago

O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...