Vários pequenos espelhos, várias contas coloridas, um tubo ao redor. Tantas imagens lindas se fazem no caleidoscópio. Qual é a real?
Todas e nenhuma. Pequenas amostras de mundos que poderiam ser, e que são, dentro do tubo, mas não fora dele.
Todas e nenhuma. Pequenas amostras de mundos que poderiam ser, e que são, dentro do tubo, mas não fora dele.
Cada rodar do tubo marca o tempo. A imagem que se foi interpenetra a que é, e esta, a que será. Sinto-me rodando como o tubo, formando centenas de imagens ao meu redor. Um borrão multicolorido. E uma única imagem é somente um pontinho perdido no mar de tintas.
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