segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Bem-vindos à Zumbilândia!

A cabeça parece se mexer sozinha. Procurando, sempre procurando. E quando encontra, um gelo percorre a espinha. Uma vontade de correr mais rápido do que o vento. Um desejo contrário também se manifesta. Ir ao encontro. Entre sentimentos tão opostos, impera a estática. Permanecer parada. Como se apenas assim o T-Rex não me visse.
Transformo-me, então, em um zumbi. Arrastando sua carcaça por aí. Em busca de algo que ainda é inominável, que sempre foi inefável. Em busca de algo que julgo que todo o esforço mental não é suficiente, pois não é assim que as coisas são.
Sonho em voltar à calmaria. Rodando, rodando, na calmaria do oceano equatorial. Rodando, sem brisa, sem vento pra me levar a lugar algum. Rodando, apenas presa em minha habitual loucura. 
Sonho. Porque sonhar ainda me permito.

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