Quem é o algoz, além de nós mesmos? O algoz não está no outro, apenas na ilusão do outro. O algoz é a autopunição, o obscuro masoquismo que seres humanos apreciam. O outro é apenas a via, o corpo que assume esse alter ego sado-masô.
O algoz é somente aquilo que nos permitimos sofrer. Um sofrimento desnecessário (ou não).
Enquanto a luz não chega, somos sempre mártires do amor, obcecados por uma sensação, qualquer sensação, que nos tire do tédio, da inércia, do estado vegetativo.
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