A liberdade é dessas sensações estranhas. Ela acomete quando menos se espera. E tudo fica tão solto, tão fácil, tão natural, que a prisão parece a coisa mais anti-natural que existe.
Mais uma vez a liberdade vem a mim, num momento em que, tempos atrás, eu sentiria uma falta física de alguém, como se parte de mim tivesse sido arrancada. Como se não estivesse habituada a meu próprio corpo.
E agora, a liberdade chega para o desapego. Alguns dias atrás, sonhei que me livrava de tudo material, apenas mergulhando num abismo. Livre. E foi a melhor sensação que tive em muitos anos.
Seria uma profecia? Somente o tempo pode responder. O que sei é que a angústia não anda de mãos dadas com a liberdade.
"Agradeço por quaisquer deuses que existam
Por minha alma inconquistável"
William Ernest Henley
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Trago
O último trago, dizia para si mesmo há três doses. O último era sempre o próximo. E o outro. Se parasse, pensaria. Se pensasse, lembraria. E...
-
Como se desconstroi parte de si? Como se descontroi alguém que parece fazer parte do seu DNA? Ou de um karma acumulado de sonhos passados? ...
-
Fui tantas. E outras. Ainda sou muitas. Ainda sinto desejos. Daquele tipo que não ouso nomear. Sou dele. E sou minha. Uma parte é apenas m...
-
Dentro, o pequeno objeto repousava. Acomodado, no escuro. Aguardava o derradeiro momento, a grande abertura. Há anos circulava no mesmo bols...
Nenhum comentário:
Postar um comentário