quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ode à Liberdade

A liberdade é dessas sensações estranhas. Ela acomete quando menos se espera. E tudo fica tão solto, tão fácil, tão natural, que a prisão parece a coisa mais anti-natural que existe.
Mais uma vez a liberdade vem a mim, num momento em que, tempos atrás, eu sentiria uma falta física de alguém, como se parte de mim tivesse sido arrancada. Como se não estivesse habituada a meu próprio corpo.
E agora, a liberdade chega para o desapego. Alguns dias atrás, sonhei que me livrava de tudo material, apenas mergulhando num abismo. Livre. E foi a melhor sensação que tive em muitos anos.
Seria uma profecia? Somente o tempo pode responder. O que sei é que a angústia não anda de mãos dadas com a liberdade.

"Agradeço por quaisquer deuses que existam
Por minha alma inconquistável"
William Ernest Henley

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